3º Dia Laos – Luang Prabang

Depois de uma tempestade nocturna, com trovões, relâmpagos e grandes bátegas de água, acordamos ao terceiro dia com sol e céu azul. E calor, muito calor.
Começamos por dar uma volta pelo mercado local, fruta de todas as cores e feitios, peixe cheio de moscas em cima, animais indecifráveis já esfolados.

 

 

Passeamos pelas ruas do centro da cidade, passamos pelo Palácio Real onde vale muito a pena ver a exposição fotográfica The Floating Buda.

 

 

De seguida fomos até à paragem dos barcos públicos para ir até as grutas Pak Ou Cave supostamente um dos ex libris do Laos. Segundo o Lonely Planet, há barcos públicos desde Luang Prabang até lá todos os dias entre as 8.30 e as 11.00. Chegamos ao cais de partida às 10 e dizem-nos que só já há no dia seguinte e só segundo marcação.
Ficamos desconfiados que não é verdade mas não há nada a fazer. No dia seguinte já estaremos de partida para o Sul. A diferença é que um barco público custa cerca de 6 euros por pessoa e um barco privado 35 euros para cinco pessoas. Sendo apenas duas, a diferença é grande.
Mas lá fomos pelo Mekong fora.

 

 

É cerca de 1h30 de viagem com paragem no caminho numa vila supostamente tradicional mas que mais não é do que uma vila pejada de banquinhas a vender souvenirs. Tem ainda um bonito Wat ao fundo que vale a pena visitar. Mas pouco mais do que isso.

 

 

A grande desilusão foi mesmo as Pak Ou Caves, umas simples grutas pejadas de estatuetas de budas. That’s it.

 

 

Percebo que seja um lugar de culto para quem é budista mas não mais do que isso. Salva-se a viagem pelo Mekong, é sempre engraçado ir vendo a vida pelas margens. Os homens à pesca, os miúdos a brincarem, as mulheres a lavarem a roupa etc…

 

 

Chegamos a Luang Prabang já passa da hora de almoço, o calor é mais que muito e procuramos abrigo e uma cerveja gelada no Coconuts Garden.

 

 

Tem fama de ter uma das melhores cozinhas da cidade e realmente é uma maravilha. Com o calor não consigo comer muito mas aquilo que provo é divinal : os morning glories – espinafres de água salteados- que tantas saudades me deixaram desde a viagem ao Vietname, estão deliciosos, a pasta de tomate assado picante, uma maravilha. E as algas do rio Mekong com as sementes de sésamo óptimas. O F. ainda prova também o arroz vermelho glutinoso que diz estar excelente.

 

 

Depois do almoço arrancamos para mais um desafio, a subida ao Phu Si,  300 e tal degraus debaixo de um calor sufocante. Lá em cima um pequeno templo e vistas soberbas sobre toda a cidade.
Vale a pena subir pelo lado do Royal Palace e descer pelo lado contrário.

 

 

Daí já mais mortos que vivos, arrastamo-nos mais uns 150 metros até a um restaurante- bar esplanada muito giro à beira- rio: Utopia.

 

 

De dia muito zen, à noite uma loucura (segundo dizem).
Não vi de noite, mas de dia é o máximo, as espreguiçadeiras pelo chão, ocidentais freaks a tocar batuque, a paisagem idílica em redor.

 

 

 

Há side-cars pendurados no tecto, malas de munições e antigas bombas à laia de de decoração. A guerra foi feroz no Laos com os americanos a bombardearem dos céus sem apelo nem agravo e o passado ainda está longe de ser esquecido. Muitas das munições chegaram ao solo sem rebentar e agora são culpadas de muitas das mutilações.

 

 

Ficamos o resto da tarde pelo Utopia a descansar, a ler, a escrever, a respirar o ambiente.
Já ao cair da noite rumamos ao hotel para nos prepararmos para o jantar no Le Elefant, considerado o melhor restaurante da cidade.
Uma antiga casa colonial, magnificamente restaurada, com as típicas pás no texto, o alpendre em redor.

 

 

O menú divide-se entre especialidades francesas como a terrine de foie – que nos dizem ser magnífica – e pratos locais.
Escolhemos dois menus de degustação de gastronomia local: salada de frango picado, peixe em folha de bananeira, porco com erva príncipe, pasta picante de pele de búfalo, algas do Mekong, vegetais salteados. Tudo muito bom.

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