3º dia – San Marcos de Atitlán

No Lago Atitlán, ou pelos menos em Panachajel, a vida termina cedo e também começa cedo. Às oito e trinta da manhã partem os primeiros tours privados pelo lago. E é do mais aconselhável possível que apanhe o barco de um destes. Custam cerca de 10 euros por pessoa e levam-no de lancha rápida a três ou quatro vilas onde fica cerca de uma hora, uma hora e meia.

 

 

Caso contrário terá que ir até as várias vilas de barco público que nem sempre tem horas para aparecer, é muito mais lento e leva mais passageiros do que os recomendados em qualquer país que tenha uma ASAE que se preze ;-).
Embarcamos numa destas lanchas que partem da Playa Publica e em 20 minutos estamos a atracar na primeira vila, San Marcos de Laguna, considerados por muitos como um local mágico, com energias especiais e uma misticidade muito própria.

 

 

 

Acredite-se ou não, o que é verdade é que San Marcos é diferente de tudo o resto. A cada passo um centro de yoga, de meditação, uma banca de agricultura biológica, um café orgânico, um acampamento de almas em busca da luz.

Há muito tempo que não me via num sítio tão esotérico, onde há até um “curso solar” de três meses, seja lá o que isso for, ou workshops rápidos de meditação.

 

 

 

No pontão junto ao lago há quem faça yoga, há quem medite, há que leia e há quem esteja apenas de olhos fechados, virado para o sol a ouvir música no seu iPhone.. Quase todos andam descalços por aqui, calças largas, cabelos compridos, eles e elas. De todas as idades e nações.

 

 

 

Paramos para beber um café no Café Fé e percebemos que apesar de todo o misticismo que abunda em San Marcos, não há esoterismo sem Wi-Fi. Mesa sim, mesa não vê-se alguém a dedilhar no seu lap top. A um canto, uma garrafeira cheia, numa mesa perto um casal Benneton toma o seu pequeno almoço: ovos e abacate. Muito abacate. por aqui abunda este fruto.

 

 

 

Em pouco mais de uma hora percebemos que San Marcos é uma vila dividida em duas, na parte debaixo junto ao lago, a malta mística, na parte de cima a malta Maia. Ambos convivem pacificamente, sem atropelos, com respeito mútuo, cada um no seu sítio.

 

 

 

Fico com pena de estar tão pouco tempo por aqui, nao sei meditar e as únicas vezes que fiz yoga acabei a aula com um camadão de nervos a precisar de ir gastar energias para a passadeira, mas a verdade é que está-se bem por San Marcos. E a garrafeira do Fé merecia, ai que merecia, uma estadia mais demorada 😉

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