Água no Bico

Um restaurante paleo, vegan e afins…

Eu adoro escrever bem sobre os sítios onde vou. Eu adoro saladas vegetais, sou cada vez mais adepta do biológico, nunca seria vegetariana porque adoro peixe, mas a carne vermelha é coisa que a maioria das vezes dispenso.

 

 

Não como hidratos de carbono à noite e ao almoço é raro.  Já comecei a fazer o meu próprio pão em casa com farinhas alternativas ao milho e trigo. Não sou fundamentalista, mas gosto de estar informada, gosto de ler sobre opções saudáveis e ando bastane interessada últimamente na dieta paleo.

Tudo isto para dizer que a minha ida ao restaurante “Água no Bico” no Polo Cultural das Gaivotas, em São Bento, tinha tudo para dar certo. Mas não deu.

 

 

Restaurante que segue a dieta paleo, onde logo à entrada vemos um frigorifico repleto de “verdes”, onde o peixe servido dizem ser de alto mar, a carne só de caça e não há lacticinios, nem açúcares, à partida parecia ser a minha cara.

A esplanada gira com umas mesas de madeira tosca, uns bancos corridos, uns recantos agradáveis e na parede  um  rosto esculpido numa das paredes pelo aclamado artista Vhils.

 

 

Lá dentro uma sala pequena mas muito acolhedora com pouco mis de 20 lugares.

Conheci o espaço no jantar de anos de uma amiga, por isso tive oportunidade de ver vários pratos. Pratos que segundo me disseram mudam todos os dias, conforme os produtos disponiveis no mercado.

Na noite do jantar havia frango de cerveja, salada do mar, javali, feijoada vegan, bacalhau marinado em molho de citrinos.

 

 

Começando pelos pratos pedidos pelos meus amigos, segundo consta a salada do mar estava boa, tinha polvo cortados aos pedaços, cavala – que dispenso – e ovas várias. O frango com cerveja também ao me que disseram, estava bom, embora a meu ver, demasiado “atafulhado”. Aliás uma caracteristica que vi em todos os pratos, por aqui não há o “keep it simple”, demasiados ingredientes, numa mistura por vezes a roçar quase o anárquico. O acompanhamento de todos os pratos que vieram para a mesa era uma salada com bróculos, batata doce, morangos, kiwi, laranja, cenouras, rabanete, pepino, cogumelos. Eu repito que adoro saladas, legumes, fruta, mas não há necessidade de se misturar no mesmo prato tanta coisa só porque estava ali à mão.

O javali ainda provei um pouco, e embora bem condimentado, para o meu gosto estava demasiado duro.

Infelizmente a fava desta vez calhou-me mesmo a mim: o bacalhau, que de bacalhau só tinha o nome. O que veio no prato, foi uma “montanha” de migas de paloco ou qualquer outra coisa do género, impossivel de espetar o garfo, quanto mais de comer.

 

 

E eu até usei em alguns pratos estas migas… que como sendo durissimas têm que ser sempre cozidas e desfeitas para pratos como bacalhau com natas, bacalhau espiritual etc… ou seja, pratos em que o bacalhau está disfarçado.

Não se faz meninos….tato bio, tanto vegan, tanto paleo e depois servirem um sucedâneo de bacalhau. Cheguei mesmo a dar a dica à menina que nos servia: há lombos de bacalhau belissimos à venda nos supermercados a 9 euros, 3 lombos. Não há necessidade de servirem produtos de qualidade tão sofrível.

Acabei por comer apenas a salada de acompanhamento e de me  desforrar numa bela fatia de bolo de alfarroba e amêndoa que estava maravilhosa. E logo eu que não sou de doces e que nem me lembrava a última vez que tinha pedido uma sobremesa num restaurante.

 

 

Salvou-se o convivio entre amigos e o vinho da casa que não era nada mau 😉

2 comentários

  1. Verdade.
    Um espaço agradável e um vinho simpático mas pratos confusos e desequilibrados 😉

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