A beleza única de Las Vegas

 

 

Há diferentes conceitos do que é uma viagem de sonho. Uns apontarão para uma ilha paradisíaca isolada no meio do oceano, enquanto outros sonharão com uma metrópole movimentada onde tudo acontece. Para mim, pelo contrário: uma viagem de sonho não pressupõe nenhuma localização específica. Uma viagem de sonho pressupõe sim uma experiência inesquecível. Aquela que se esconde no espaço mais recôndito da memória e que, quando menos esperamos, volta a assolar os nossos pensamentos.
Ultimamente, lembrei-me de Las Vegas. Dos tempos em que  com apenas 26 anos percorri a Route 66 e me deparei com um espetáculo para o qual não estava minimamente preparada.
O “playground da América” emergiu do deserto para nos seduzir. Acredito solenemente ser esta a verdadeira premissa que levou à sua criação. Seja como for, ainda hoje continua a cativar a nossa atenção e a atrair-nos de uma forma inexplicável para ela. Nem mesmo os sistemáticos filmes de sucesso em que é retratada, independentemente da abordagem escolhida pelos realizadores, lhe conseguem fazer a devida justiça.
Visitar Las Vegas é uma experiência que supera os limites do que é racional e que só os que a visitam conseguem realmente entender. É preciso ter os pés naquela terra, respirar aquele ar, ver aquele entrelaçado de cores e todas as personagens que integram este espetáculo para perceber a sua verdadeira essência. É preciso estar lá para perceber que sim, aquele mundo é real. Sim, aquele mundo existe. E sim, aquele mundo está ali, no meio de um deserto, no meio do nada!
Las Vegas começou por ser construída em torno do Flamingo Hotel, naquela que continua a ser a artéria principal da cidade, a Las Vegas Boulevard. Mais conhecida como The Strip, a avenida continua a ser símbolo da cidade, mas muito mudou desde esses tempos. Os principais hotéis, de toda sorte, ainda estão na espinha dorsal do entretenimento
Aquando da minha primeira visita, o número de turistas e curiosos que por ali se encontrava já rivalizava com os sonhadores. Uma partilha de espaço desinteressada numa cidade em que o próprio espaço escasseia. Las Vegas cresceu muito tornando-se atualmente na cidade mais populosa do Estado do Nevada – e sequer é sua capital, sendo esta a pequena Carson City e seus 55 mil habitantes.
Com um trânsito infernal, tempo não falta para observar a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade e o Arco do Triunfo. Recriados com mestria, os monumentos são apenas algumas das atrações que nos prendem desde o primeiro segundo. Os gigantescos hotéis, de onde saem montanhas-russas, os casinos monstruosos, onde se hipotecam vidas, e os casamentos relâmpago, a troco de meia dúzia de dólares, são alguns dos exemplos mais evidentes de uma cidade exuberante que se orgulha do seu estatuto único no mundo.
É uma cidade à qual volto várias vezes na minha mente, confesso, e à qual nunca me importo de regressar em viagem. Poderá não ser a viagem de sonho que todos imaginam mas, pela experiência que representa, deveria ser sempre parte integrante da lista de viagens a fazer, pelo menos, uma vez na vida.

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