São Tomé : Pelo Norte e o regresso à cidade

Acordamos no nosso lodge maravilha com uma vista linda sobre o mar, as pequenas canoas de madeira espalhadas até ao horizonte, a nossa varanda linda onde apetece ficar durante horas, a ler ou meramente a contemplar.

 

 

Tomamos o pequeno almoço e partimos de carro pela costa até Santa Catarina.

 

 

A estrada é uma das mais cénicas que vi na vida. Não há palavras para descrever, ficam as fotos. Passamos por algumas roças, também abandonadas desde a independência, miúdas a lavar roupa e loiça, porcos e cabras pelo caminho, crianças pequenas a vaguear sózinhas por terrenos baldios.

 

 

No caminho paramos em Anambó, onde em 1470 os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar atracaram. Era assim descoberto São Tomé. A estrada está um pouco danificada mas o Padrão mantém-se.

 

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Em Santa Catarina, uma pequena vila piscatória, acaba a estrada e voltamos para trás. Aproveitamos para descer até à praia do nosso lodge e dar uns últimos mergulhos antes do almoço. Que água maravilhosa, que cenário de paraíso.

 

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Despedimo- nos com a chegada da chuva. A primeira grande chuvada da semana. Ainda fica mais calor, rumamos a Neves acerca de 5 minutos, para uma grande almoçarada no Santola que como o próprio nome indica, é um tasco onde se come santolas como senão houvesse amanhã. Não são bem santolas, são mais caranguejos grandes, mas muito saborosos. Uma cerveja geladinha, pão torrado e não há melhor enquanto a chuva não passa.

 

 

Neves é pobre, muito pobre, porcos e crianças a demabularem pelo meio de casebres. Ainda não tinha visto miséria assim em São Tomé e Principe.

 

 

Partimos mal a tempestade se vai e quando chegamos à cidade de São Tomé o sol já brilha novamente.

Esta noite ficamos hospedados no Omali, supostamente o melhor lodge da cidade. Parece um daqueles aldeamentos do Algarve anos 80. Blocos de dois pisos, caiados, uma piscina cental com um pequeno bar e esplanada. Os quartos são simples mas confortáveis. Mas o cheiro a vinagre da limpeza recente é para lá de incómodo.

 

 

Aproveitamos o final do dia para ir até ao mercado no centro da cidade. É sexta feira e está à pinha com meio mundo a abastecer-se para o fim de semana. As feirantes gordas e pouco simpáticas, ameçam-nos mal apontamos a máquina fotográfica. Tenho adorado o povo deste país, mas realmente as vendedoras da praça não são o melhor exemplo de simpatia.

 

 

Cai a noite e depois de uma cerveja às escuras  – as falhas de electricidade são o pão nosso de cada dia – num boteco rumamos ao restaurante Papa Figos para um jantar de salada de búzios e barriga de andala, uma maravilha.

 

 

Está quase a acabar mas a despedida é em beleza 😉

 

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