O Stop do Bairro – um restaurante de paragem obrigatória

Não há volta a dar, o Stop do Bairro em Campo de Ourique é um dos meus restaurantes favoritos. Para comer bem. Para comer aquele prato com um sabor único que eu sei que só ali vou encontrar. Não é fashion, não é trendy, não tem qualquer tipo de glamour. Mas a comida é maravilhosa, o ambiente é simpático e muito familiar, os empregados e donos são rápidos e atenciosos.

Não é tasca, mas também não é o Eleven. Tem cachecóis e camisolas de futebol penduradas por tudo o que é sitio, azulejos com frases supostamente para rir, toalhas de papel e mesas coladas umas às outras, o que faz com que não seja o sitio ideal para jantares intímos e conversas privadas.

Já foi quase a minha cantina, numa altura em que vivia a duas ruas de distância e chegava a ir lá jantar várias vezes por semana – ainda por cima os preços são óptimos. Hoje em dia  vou menos vezes mas mesmo assim é paragem que não falha quando me apetece comer realmente bem.

Um problema, não fazem reservas. E a sala é minima, no Verão ainda tem três mesitas na esplanada, mas no Inverno o único conselho que posso dar é paciência para esperar se chegar e já estiver cheio.

Outro problema – ou uma mais valia- pode ser também o facto de se poder fumar em todo o espaço. Nunca reparei que estivesse propriamente uma fumarada, mas para pessoas mais sensíveis talvez este seja um grande contra.

Por mim fico me apenas com a recordação – neste momento tem que ser apenas recordação, visto não poder comer bivalves – da carne de porco à alentejana, um dos ex libris deste restaurante. E podem crer que é a melhor carne de porco à alentejana que podem provar no MUNDO. Não é boa, é deliciosa e depois de comer esta dificilmente vai conseguir comer outra.

À sexta feira, o arroz de cabidela com galinha do campo é também outro dos “musts”. Os choquinhos à  angolana também são muito bons, o cozido à quarta feira outra proeza e o bife à casa divinal. Para acompanhar, não se lance sozinho pela carta,  mas peça antes ajuda ao Sr João, um dos donos do espaço e um enófilo de mão cheia.

As meias doses dão à vontade para duas pessoas. E se sobrar apetite, nada como terminar com um quindim de côco.

Fecha à Segunda Feira.

Rua Tenente Ferreira Durão 55 – A

 

 

 

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