O Stop do Bairro voltou….

Tive dois grandes desgostos gastronómicos nos últimos anos: o encerramento do Painel de Alcântara e sucessiva reabertura num espaço descaracterizado; e a açorda de gambas da Noélia ter sido retirada da carta.

Há uns meses foi com um baque no coração que recebi a noticia que o restaurante Stop do Bairro tinha fechado para obras. Temi o pior. Que fosse mentira e nunca mais abrisse. Ou que abrisse sem ter nada haver com o antigo.

Há umas semanas recebi com tremuras a noticia da sua reabertura, não em Campo de Ourique, o seu bairro de sempre, mas em Campolide.

Fui lá ontem, com pézinhos de lã, quase a medo do que iria encontrar.

 

E encontrei um Stop crescido, com uma sala maior, mais arejada, as mesas corridas de sempre, janelas rasgadas, mais luminoso mas com as paredes forradas com os cachecois do antigo espaço. Não caiu na tentação de se armar ao pingarelho, os empregados são todos novos, mas as cozinheiras são as mesmas e trouxeram consigo os segredos das receitas. E os clientes fiéis agradecem. Às 12h45 já as mesas estavam cheias. Não há reservas como nunca houve. Mas há serviço rápido e eficiente. E o cestinho de pão na mesa com aquela broa divinal.

 

 

Para fazer a prova dos 9, pedi a Carne de Porco à Alentejana, a melhor do mundo, para quem não sabe. E lá veio ela, no tachinho habitual, com o sabor de que tantas saudades tinha. A carne que se desfaz, as amêijoas carnudas, as batatas fritas caseiras, as couves suculentas.  Que saudades que eu tinha do meu Stop….

 

 

Espreitei a ementa e continua igual, em pratos e preços. Único reparo, o ar condicionado fraquito e um problemazito no exaustor da cozinha. Agradece-se que ninguém peça grelhados enquanto não for resolvido. De resto, acho que vamos ser bons amigos durante muito tempo 🙂

 

 

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