2º dia : A navegar pelas Backwaters de Kerala

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Acordamos cedo depois de 12 horas de sono, retemperados, e lá fora o mau tempo da noite anterior também descansou e o sol brilha. 

Um óptimo dia para nos fazermos à estrada rumo a Alleppey onde vamos apanhar o barco para as “backwaters”, um entrelaçado de rios, canais, rias, lagos e afins que fazem do estado de Kerala a Veneza da India. 

São duas horas de viagem por uma estrada apinhada de camiões, autocarros, motas e motoretas.

De um lado e de outro lojas, oficinas, pequenos cafés improvisados em barracos de três tábuas é um telhado de zinco. Placards gigantes publicitários com estrelas de bollywood a venderem seguros de saúde, planos de poupança e afins.

As pessoas circulam alegremente pelas bermas, à falta de passeios, desafiando o perigo com displicência.

Chegamos a Alleppey perto do meio dia, o nosso barco espera- nos. Uma antiga barcaça de transporte de arroz convertida num barco de transporte de turistas. Tem uma sala, um quarto com casa de banho com chuveiro com massagens e tudo, uma cozinha e um deck junto ao leme, onde estão dois cadeirões de verga para nos sentarmos.

Levantamos âncora pouco depois e seguimos pelas backwaters fora. O cenário é lindo, autêntico, apesar de saber que existem muitos destes barcos, tours e afins, vêem- se muito poucas turistas. 

Ao longo das margens desenrola se a vida dos habitantes das aldeias locais: uns tomam banho, outros lavam a roupa, a loica, grupos de mulheres sentadas no chão conversam, outras arranjam os diques que protegem as habitações da fúria das águas.

Bancas ao longo das margens vendem camarões gigantes e caranguejos, compramos dois de cada para o cozinheiro fazer para o jantar.

Para o almoço servem nos peixe frito, sombol de legumes, feijão verde com molho de malagueta, arroz branco e couve ralado com uma mistura de especiarias várias. Para desenjoar há ainda ananás num molho de leite de côco e sabe Deus o quê. É tudo bom. 

Acompanhamos com uma cerveja king Fischer e como sobremesa arrancamos de piroga para conhecer canais mais estreitos. É uma hora a navegar por entre os lírios, ao som dos corvos, das garças, Dos king fisher. Que paraíso para os birdwatchers. 

Imagino o que será viver aqui. Já há televisão e botijas de gás mas pouco mais. “Vive se bem” diz um dos habitantes locais da vila que visitamos. Numa das estações cultiva- se arroz, noutra pesca- se. Pelo menos não falta o que comer.”

Apesar da lentidão dos barcos que atravessam os canais, o dia passa rápido nas Back waters. Demasiado rápido.

Antes do cair da noite, cai a neblina pintando o cenário de uma mística especial. Parece um filtro antigo, uma sépia natural.

Assistimos ao por do sol sentados nos  cadeirões do deck, de pernas estendidas, a absorver cada segundo, cada som, cada brisa. 

Parece que toda a natureza se uniu para se despedir deste dia num abraço lânguido. 

Cai a noite e recolhemos a sala de jantar para um autêntico banquete. Os camarões gigantes foram grelhados e barrados com uma pasta picante, o caranguejo foi cozinhado envolto numa cebolada magnífica. Para acompanhar há, como não podia deixar de ser, arroz e também vegetais e dhal. Está tudo óptimo mas p marisco então, que maravilha.

 

Que dia fantástico.

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Blog Comments

Que maravilha! Já estive cinco vezes na Índia (duas delas durante uma volta ao mundo e a quinta para um curso intensivo de ioga) e nunca fui a Kerala com pena minha! Vai ser uma das próximas viagens! Está decidido!
Como fizeram para reservar o Houseboat e o Sunir?

Olá Susana se quiser posso lhe organizar a viagem. Eu tenho uma consultora de viagens – http://follow-me.com.pt/wordpress/ – na qual organizo as viagens que já fiz. Se quiser envie me um mail para [email protected] com as datas em que pretende viajar, quantas pessoas e quanto quer gastar mais ou menos e eu envio lhe um plano e orçamento. Catarina

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