E continuando por Cabo Verde – Ilha do Sal

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“Azul profundo

Dois barcos afundados, milhares de peixes, dezenas e dezenas de algas e corais. É assim o fundo do mar na ilha do Sal. Entre tubarões, moreias, raias e lagostas,  parta à descoberta de Cabo Verde desde Abril debaixo de água.

Há muito que a ilha do Sal, em Cabo Verde, é conhecida pelas suas condições para a prática do mergulho. Águas quentes, boa visibilidade – chega a ser de 40 metros -, muita fauna e flora. Mas desde meados deste ano que ainda há mais razões para ir até esta ilha e lançar-se ao mar. Dois novos recifes artificiais criados a partir de barcos propositadamente afundados são a recente novidade.

Um projecto que começou a ser levado a cabo por um português, Nuno Marques da Silva, instrutor de mergulho no Sal desde 1989. À frente do Manta Diving Center em plena praia de Santa Maria, Nuno resolveu começar a criar recifes artificiais em 2005. Logo no início de 2006 o primeiro navio a ser afundado para este fim foi o Kwarcit, um antigo barco de origem soviética. A 28 metros de profundidade e a 400 metros da costa está hoje totalmente coberto de gorgónias e atrai diversas espécies de peixes, de tubarões a raias, moreias, tartarugas, xaréus, badejos, lírios, peixes-palhaço e trompeta.

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Dois anos depois, a 20 de Abril de 2008, Nuno Marques da Silva levou avante a criação do segundo recife artificial no arquipélago de Cabo Verde. Desta vez, oferecido pelo Ministério da Defesa, foi a altura de afundar um antigo navio da Guarda Costeira de Cabo Verde, de nome Sargo.

Desde então, este pode ser também visitado por mergulhadores experientes, a 28 metros de profundidade, acerca de um quilómetro da costa.

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Passados apenas cinco meses já é muita a flora e a fauna que o rodeiam. É possível ver atuns, tubarão-gata, blue marlins e exemplares de muitas outras espécies.

Para além destes dois novos recifes artificiais, a ilha do Sal oferece diversos outros locais bons para mergulho, como é o caso de três grutas acerca de dez metros de profundidade e a Ferradura, uma caverna em forma de ferradura com cerca de 70 metros de extensão.

Já a Tchucklassa é um bom sítio para encontrar moreias e na Cavala é usual verem-se tubarões.

Devido às boas condições climáticas, é possível mergulhar durante praticamente todo o ano. Para os que já têm um curso é só chegar e reservar as suas saídas,  com o aluguer ou não de todo o material necessário. Para os que não são credenciados, é possível fazer não só baptismo de mergulho como mesmo um curso certificado pela PADI, em apenas três dias. Este curso inclui quatro mergulhos no mar e custa cerca de 360 euros por pessoa. Para quem viajar através da Soltrópico, o Manta Diving Center oferece o baptismo de mergulho.

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Catarina Serra Lopes

Onde ficar

Se não gosta de grandes resorts a melhor escolha é o Odjo d’Água, um hotel de charme à beira-mar com apenas 50 quartos, piscina e praia privativa. Duplo a partir de 50 euros. www.odjosdagua.com

Onde comer

No Américo’s. As entradas de cracas e percebes e o carpaccio de atum são famosos. O Atlantis é também outra boa opção.

O que comprar

Uma tábua para jogar uril, jogo cabo-verdiano que se joga com um tabuleiro de madeira e sementes de uril. Vendem –se nos mercados e nas bancas de rua.

A não perder

Uma visita às salinas. Em vários tons de rosa, vale pena dar um mergulho nas suas águas. A concentração de sal é tanta que os corpos flutuam.”

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Texto originalmente publicado na revista Sábado em Setembro de 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

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