Filipinas: 2º dia – Balicasang e Praia de Dumaluan

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Nas Filipinas o calor não perdoa, acordamos às 7 da manhã e o e sol já vai alto. Tomamos o pequeno almoço à beira da piscina, com vista para o mar. Ovos benedict , Aveia com frutos, café de saco. 

 

 

A praia a esta hora, com a areia muito branca, o mar azul turquesa, as palmeiras as espreguiçadeira alinhadas, quase sem ninguém, é um cenário puramente paradisíaco. 

 

 

Chegamos ao nosso barco pouco depois das nove, uma pequena …. que nos levará até Balicasang e Virgin Island.

 

 

Chegamos à primeira depois de uns 40 minutos pelo mar dentro. A água é do mais transparente que há, um azul lindo. Pena os chinelos, garrafas e sacos plástico que ao longo da travessia vamos vendo a boiar.

Chegamos a Balicasang – onde já estão algumas dezenas de barquinhos e lançamo – nos a  água. O calor já é mais que muito, o mar tépido, veem se peixinho de todas as cores e feitios, corais e mais corais. Uma visibilidade perfeita.

Pena não estarmos sozinhos e termos que estar sempre com atenção aos barquinhos, canoas e turistas que por aqui andam a barbatanar. O paraíso pode existir mas quando existe é para todos.

 

 

Depois de uma meia hora a ver peixinhos resolvemos ir até terra dar uma volta pela ilha. Para lá das palmeiras, no backstage, descobrimos todo um mundo de palhotas, miúdos a correr descalços atras das galinhas, mulheres a lavar a loica em alguidares, nessa corridas de madeira onde mergulhadores tomam o pequeno almoço em pratos de plástico e canecas de alumínio. 

Não há luxos por aqui. Balicasang é para os amantes do mergulho e da natureza sem maquilhagens. 

 

 

Voltamos para o barco a picar os pés nos e rumamos a Virgin Island, que sabe se lá porque, é romaria da turistada. Não passa de uma ilhota privada no meio do mar, com uma língua de areia – essa pública- onde se alinham bancas a grelhar marisco, a vender cocos, bijuteria e ouriços do mar. Estes últimos do melhor, fresquissimos, compramos, abrem nos ali mesmo, um bocadinho de vinagre e voila, um pitéu do melhor, degustado com água pelas ancas. 

 

 

Não é todos os dias e a viagem a Virgin só por isto vale a pena.

Regressamos a Panglao já passa do meio dia dia e fartos do circo de Alona Beach resolvemos ir conhecer a Praia do lado, Dumaluan, que segundo li, é bastante maior, mais deserta e mais limpa, sem bancas, bem banquinhas, sem vendedores nem massagistas. 

A praia supostamente é pública, mas o acesso é pago. Se for pelo Bohol Beach Club paga- se o equivalente a uns 25 euros por pessoa, se for pelo Dumuluan Beach Resort, cerca de um euro.

Ficam os dois ao lado um do outro, a diferença é que o areal do primeiro tem meia dúzia de gatos pingados e o do segundo, visto ser Domingo, está transformado num autêntico arraial.

Famílias e famílias de filipinos reunidas à volta de leitões assados, grandes panelas de arroz, noodles, frango de churrasco e grades de Red Horse – a cerveja local – celebram aniversários e afins.

 

 

Há balões, grinaldas de flores, colunas a debitar em altos decibéis os “Parabéns a Você” em modo repeat. Há grupos de adolescentes a tocar viola e a cantar, cada família numa barraquinha de madeira alugada para o efeito, faz a festa.

 

 

Os poucos ocidentais ficam pelas mesas centrais, vamos buscar o nosso almoço ao DBR Grill, o restaurante que serve esta zona da praia e sentamo-nos a observar. Comemos uma Sinigang Hipon – uma sopa de vegetais, camarões e caldo de tamarindo. Rematamos com um frango grelhado com molho doce – outra coisa não seria de esperar num povo que pôs açúcar em tudo- e com uma Red Horse de litro, que isto aqui não é para meninos.

 

 

Pelo areal veêm-se se grupos de mulheres à conversa, miúdos a fazer castelos na areia, o mar cheio de gente a boiar embora tenha que se andar meio quilómetro para que água passe do meio das pernas.

 

 

Os filipinos não se despem, tudo toma banho vestido, calções, mangas compridas. O sol é escaldante, nós é que somos temerários. Ou tolos. 

Ficamos por aqui a admirar um dia de Domingo, the real people, the real life. 

 

 

Já o sol vai em queda livre quando resolvemos ir espreitar o Bee , lodge, restaurante, spot afamado aqui pela zona. 

E gostamos. Nao tem praia mas tem umas escadinhas que descem até ao mar. E um pontão de madeira com espreguiçadeiras, e um centro de mergulho, e uma zona lounge com pufs, e um restaurante com uma vista linda para o mar, e uma horta biológica que fornece o restaurante. 

 

 

Não vi abelhas – graças a Deus que sou alérgica às mesmas – mas tudo aquilo que vi adorei. Grande spot para almoçar, passar o dia, ou uns dias quiçá.

 

 

Regressamos a Alona Beach já ao cair da noite, mesmo a tempo para uma massagem relaxante à beira mar, a ouvir o barulho da maré, debaixo de um sol estrelado. Quando terminamos uma grupeta de freaks montou mesmo ao lado das marquesas um espectáculo de fogo, acrobacias e batuques. 

 

 

Bebemos uma San Miguel estupidamente gelada e comemos Bicol de vegetais. Um prato filipino com muitas malaguetas e leite de coco. Não sei quem arde mais, se a nossa boca, se os archotes dos freaks. 

 

 

Voltamos para o hotel novamente pela beira mar, hoje há luar. É bom voltar para casa a caminhar pela areia, finalmente o calor amainou, há estrelas no céu. Há noites perfeitas. 

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