Osteria, “A” tasca italiana

 

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Gosto de tascas, gosto de tabernas. Das modernas, confesso. Das que nos últimos anos invadiram Lisboa, com as suas mesas de madeira, os seus pratos às cores, as suas ementas recriadas entre sabores tradicionais e um pézinho no futuro.

Não tenho saudade nenhuma das tascas da minha adolescência, com cheiro a vinho carrascão, serradura no chão e empregados de unhas pretas e maus modos.

Há quem diga que estas novas tascas não o são, mas pela parte que me toca, entre umas e outtras, fiquem as últimas e se não lhes quiserem chamar tabernas para não desvirtuar – como se fosse possivel – as primeiras, chamem lhes o que quiserem que é para o lado que eu durmo melhor.

já fui a umas quantas com comida portuguesa e suas derivações – Taberna Ideal, Taberna Moderna, Taberna da Rua das Flores – e de todas vim sem um senão. Aqui falarei mais à frente de cada uma dela.

Há poucos dias atrás resolvi experimentar a Osteria, esta uma tasca italiana, assim se apresenta a moça, de arraiais montados há meia dúzia de meses em pleno bairro da Madragoa.

Das mesmas donas da Taberna Ideal – para os fãs está tudo dito –  que se juntaram a Chiara, italiana de gema.

Um espaço apertadido que obriga a reserva obrigatória, com mesas de fórmica, pratos de esmalte e comida italiana. Da boa, da autêntica,  não da inventada para entreter pseudo gourmets.  Um espaço para petiscos, mas petiscos italianos. Para partilhar de preferência. Há massas, mas de acordo com as receitas clássicas das várias regiões de Itália. Nada de esparguete com almôndegas que, segundo Chiara, não é um prato tradicional italiano, mas é uma invenção dos italianos que foram para os Estados Unidos.

Tal como o esparquete à bolonhesa ou a massa com frango. Não existe, como se pode ler num placard pregado na parede: “O que existe é molho bolonhesa feito com tomate e vários tipos de carne, e que é servido sempre com tagliatelle all’uovo ou gnocchi e nunca com esparguete”. Em Itália, o essencial é a massa. Os molhos são escolhidos em função dela.

Massas ou não, passando os olhos pela ementa, dificil é a escolha. Segundo nos recomenda, para quatro o ideal é pedir uns 5,6 pratos, todos em doses para picar e partilhar.

Salta me logo à vista “almondegas com o melhor molho de tomate do mundo” e que maravilha que estão. O molho… sem palavras. Acompanhado de um puré de batata no ponto certo, nem demasiado líquido, nem demasiado pega monstros. A ordem é aleatória, mas segue se um risoto de gambas e como eu gosto de risoto, meu Deus. Mas do bom. Do que não está nem crú, nem pega monstros Exactamente como o da Osteria.

Continuamos com uns escalopes  fritos em vinho marsala, divinais, um escabeche de bifinhos de frango panados e uma spaguetti nero – com tinta de choco de tão verdadeira que nos pinta a boca de preto – polvilhado com uma espécie de pão ralado grosso, que lhe dá uma textura crocante. Tudo delicioso. Tudo único. Tudo a repetir.

Acompanhámos com vinho tinto da casa – todos os vinhos são italianos – e no fim ainda tivemos uma óptima surpresa. O manjar ficou apenas por 17 euros por pessoa, o que para os dias que correm, é de bater palmas ao fim e prometer fazer desta osteria, um dos meus poisos de eleição.

 

 

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Segui o conselho e adorei, um ambiente informal, acolhedor, simpático e um jantar maravilhoso. Comecei pelas almôndegas com o melhor molho de tomate do mundo, seguindo-se o risoto de marisco, uma autêntica delicia. Não ficando satisfeitos, ainda mandámos vir o esparguete com tinta de choco, também ele delicioso. Bebemos o vinho da casa, que era muito bom e a sobremesa foi tiramisu de framboesa…sem palavras!!

Escapou me a sobremesa…. tenho que lá voltar, muitas vezes ;-). bjs Rita

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