Paris: Um dia pelo Haut Marais

Comecei a viagem à ilha Reunião com uma escala de 7 horas em Paris.
Já estive várias vezes nesta cidade e mesmo que assim não fosse seria impossível conhecer os highlights em tão pouco tempo. Por isso resolvi concentrar me apenas num bairro: Haute Marais, o novo spot trendy da cidade.

 

 

Fica entre o bairro do Marais e a Praça da República, mais propriamente entre as ruas Rambuteau, a Square du Temple, a Rue du Bretagne, a Rue des Files du Calvaire e a Rue de Poiton.
Ruas mais largas e ruas mais estreitas cheias de galerias de arte, lojas de designers locais, pequenos bistrots, mercearias gourmet, lojas de vinhos, de azeites, de queijos, cafézinhos cheios de charme, floristas, designers de jóias, livrarias e um mercado, o Enfant Rouge, onde se pode comer tanto ostras, como comida turca, marroquina ou mesmo japonês.

 

 

Chegamos ao bairro já a passar a hora de almoço e arranjamos por sorte mesa no Charlot, um bistrot tipicamente francês que virou local de culto do bairro.

 

 

Pedimos um foie gras e um bife tártaro. Confesso que se o primeiro estava bom, o segundo é definitivamente o melhor bife tártaro que comi até hoje. Com cebola roxa confitada, pimento e tomate seco. Uma maravilha!!!!

 

 

 

 

Depois de almoço aproveitamos o resto da tarde para passear calmamente pelo bairro, parando aqui e ali, bebemos um café no Le Saint Gervais, entro no Merci, uma grande loja-cafe-jardim-livraria cujas vendas revertem para fundos de beneficência.
Fico maravilhada com as pequenas bolangeries, com as lojas únicas, com as mercearias e o cuidado com que expõem os produtos.
Apetece ficar por aqui.

 

 

 

Acabamos já o sol começa a descer no jardim da Square do Temple. É um final de dia de semana e este jardim que já foi um convento e uma prisão no tempo da Revolução Francesa está pejado de crianças a correr e a brincar, casais a namorar, jovens e menos jovens sentados pelos bancos de jardim a ler, baby sitters a empurrarem carrinhos de bebé e a partilharem mexericos.

 

 

Debaixo de uma árvore, num grande placard, leem se os nomes das crianças judias que viviam neste bairro e foram deportadas para auschwitz no tempo da II Guerra Mundial.

 

Um murro no peito num final de tarde tão sereno. Mas é preciso que a história não se esqueça, só assim podemos acreditar que não se voltará a repetir.
Até já Paris.

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Blog Comments

Carreguei no REMOVER por engano.
Peço desculpa mas desejava continuar a receber a Newsletter como até aqui.
Obrigado,
Ginestal Serra

OLá tio não sei como isso se faz. Vou tentar saber. Bjsss

Ah já vi como é, vai ao rodapé do blogue e está lá Newsletter, aí preenche o seu mail e nome e carrega no botão, subscrever.

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