Restaurante Cura

E que bom que é perceber que mesmo quando o mundo parece meio louco, entre o terror e a bravura,  em que só se fala em doenças e colapso da economia, ainda há quem pense em novo, em bonito, quem arrisque, quem nos traga uma lufada de ar fresco, de futuro. Quem nos traga uma Cura. Neste caso de “curadoria”, o novo restaurante do Hotel Ritz, em Lisboa, transmite no seu nome e espaço uma continuidade da exposição de arte permanente que se vive neste hotel emblemático da cidade.

 

 

 

 

 

Recém aberto, o Cura,  com o seu toque de anos 50,  surge de uma mão cheia de talentos:  a cozinha está a cargo do Chef Pedro Pena Bastos, um jovem de 30 anos que já mostrou vários dos truques e  trunfos nos últimos anos na Herdade do Esporão e no Ceia, a garrafeira, escolhida ao pormenor para acompanhar as belíssimas propostas que compõem a ementa, está a cargo da Sommelier Gabriela Marques. Para o fim, nos doces, o talentoso Chef Pasteleiro Diogo Lopes, é a promessa que no Cura cada refeição termina com chave de ouro.

 

 

 

 

Aberto só para jantares de Terça a Sábado, há 3 menús de degustação, o Origens de 12 momentos, o Meia Cura de  7 e o Raízes  que é vegetariano.

Resolvi provar o de 7 e não me arrependi. Aliás, deliciei-me 🙂

Ainda por cima fiquei numa mesa mesmo de frente para a cozinha e aconselho vivamente. Dá gosto ver a equipa a trabalhar – não há qualquer tipo de semelhança com programas estilo Pesadelo na Cozinha com chefs aos gritos, aqui reina a calma, mais parecendo um bailado.

 

 

 

 

Antes de avançar para cada um dos pratos que provei, aviso já que as propostas não vão ser fixas mas sim baseadas em produtos sazonais – o que faz cada vez mais sentido.

Mas vamos lá então, que melhor do que relembrar, só voltar a repetir. Para começar, duas belíssimas entradas:  uma de lírio, com pimento e chá, outra de coração de alface e  polén. Divino.

 

 

 

 

 

Seguiu-se uma mariscada com coalhada de alho verde e tremoço, com um sabor a mar magnífico. O Momento Pão é aqui serve-se a meio da refeição, sendo ele próprio uma estrelinha. Pão de trigo e brioche,  acompanhado com manteiga envelhecida da ilha das Flores e azeite de azeitonas verdes, uma especialidade de “colheita antecipada” da família de Pedro Pena Bastos, em Tomar.

 

 

 

 

 

Segue-se o prato de peixe, um fantástico salmonete com brassicas, salsa e açafrão e o momento carne, uma minhota maturada com couve flor, cantarelos e rábano. Ambos muito bons.

 

 

 

 

Para terminar em beleza, trazem nos as sobremesas,  um chocolate com levistico, girassol e arábica. E uns petit fours  deliciosos: um de alfarroba e alho preto, outro de  ovo, mel, e outro de  framboesa e lavanda.

 

 

 

 

E que mais posso dizer? Apenas um conselho, reservem que só há 28 lugares e desde que abriu que tem estado sempre cheio.

 

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