Roteiro de São Miguel – Açores

Confesso a minha falha imperdoável, depois de tanto país, de tantos quilómetros feitos por esse mundo fora, só este ano é que fui pela primeira vez a São Miguel. Shame on me, eu sei 🙂

Há 6 anos atrás estive no Faial, na Terceira, em São Jorge e no Pico como podem ver aqui: https://pelomundo.pt/acores-ilha-terceira/https://pelomundo.pt/acores-ii-faial-e-pico/https://pelomundo.pt/acores-iii-ilha-de-sao-jorge/ mas só este ano calhou irmos até São Miguel.

O F. já conhecia e adorava, a minha cunhada R. é filha de açorianos e já tinha marcado viagem para ir uns dias no Verão com o meu irmão e sobrinhos, a pequena F. estava desejosa de voltar a andar de avião, tínhamos vouchers de companhias aéreas e mais importante que tudo, os Açores surgem neste momento com uma lufada de ar fresco no meio de tudo a pandemia ou pandemónio que se vive. Considerado um destino seguro, obrigam a teste de covid até 3 dias antes da partida. O teste é gratuito e obrigatório para todos os visitantes com mais de 12 anos.

Não sei se é por isso ou não, mas a verdade é que nos Açores sentimos neste momento que estamos num mundo à parte. As pessoas andam de máscara nos espaços públicos fechados, há álcool gel e afins, mas tudo com outra calma, outra paz, sem stress, sem exageros. Respira-se ar puro e não medo. E isso faz muita diferença nos dias que correm.

Mesmo depois de ter lido alguns  relatos de viajantes que se queixaram da burocracia ao desembarcar, garanto que tudo é muito civilizado e o mais ágil possível. Sim  tem que se entregar o resultado do teste e alguma papelada – que se preenche durante o voo – mas nada demais. E acima de tudo, não esqueçamos que tudo isto é para a segurança de TODOS.

E agora rapidamente voando dos covids para São Miguel, que ilha maravilhosa, é o que tenho a dizer. Linda, linda, linda. Parece um autêntico jardim botânico a céu aberto, estradas ladeadas de hortênsias, miradouros debruçados sobre uma costa sem fim, piscinas naturais de águas límpidas, árvores e flores de todas as cores e feitios, praias de sonho com mar quente e ondas perfeitas, lindas lagoas e montanhas imponentes, carne e peixe do melhor, bom vinho e gente simpática. Vim deliciada e com a certeza que voltarei muitas e mais vezes.

 

 

 

 

Já me tinham dito que São Miguel era uma ilha linda, mas nunca imaginei tal. Ainda por cima para quem ia preparada para apanhar com alguns dias de chuva e um clima a atirar para o fresquinho, mesmo em pleno Agosto, fui surpreendida com 6 dias de sol e um calor tropical a lembrar destinos distantes.

Como já muito foi escrito sobre São Miguel, vou deixar aqui os meus highlights de 6 dias fantásticos onde percorri toda a ilha. E deu mais que tempo para almoços prolongados e muitos mergulhos pelo meio.

Para começar, nem pensem em se lançar à aventura pela ilha sem instalar a app gratuita Spot Açores, tem webcams em todos as praias, lagoas e afins da ilha o que vos permite perceber que tempo é que está em cada sitio e escolher para onde devem ir em função disso. Por exemplo, durante os primeiros dias que lá estive a Lagoa do Fogo aparecia sempre completamente enublada, ou seja ramo subir e não vamos ver um caracol. Até que um belo dia estávamos a acabar de almoçar em Ponta Delgada e vimos na app que a lagoa estava completamente descoberta e lá nos pusemos a caminho.

 

 

 

 

Em relação a restaurantes comemos sempre maravilhosamente. Como fomos com os miúdos e eles deitam-se cedo, optámos por almoçar fora jantar em casa. Mesmo assim conseguimos provar uns petiscos maravilhosos.

Fomos à Tasca em Ponta Delgada que além de ser um spot bem giro tem petiscos vários e um lombo de atum grelhado com sementes de sésamo, inhame e batata doce,  de comer e chorar por mais.

 

 

 

 

Do lado Oeste da ilha fomos ao Américo, depois de um belo mergulho na Praia dos Mosteiros – pequenina mas uma das mais bonitas da ilha. Aqui o rei é o polvo assado e  foi dos melhores polvos que comi na minha vida. Para sobremesaa fomos dar um mergulho às piscinas naturais da Ponta da Ferraria, uma delicia.

 

 

 

Provámos também os bifes fantásticos da Associação Agricola de São Miguel – aqui levámos em take away para um dos jantares em casa. E que maravilha de carne, de molho com alho, de salada, de batatas. Tudo em bom. Infelizmente o cheirinho era tão apetitoso que não houve nem tempo para uma foto 🙁

O restaurante mais giro onde fomos foi sem dúvida o Ponta do Garajau na Ribeira Quente e a estrada que vai das Furnas até lá para mim foi uma das mais bonitas que percorri na ilha.

O restaurante tem um pátio muito giro e embora o atendimento não seja de uma simpatia 5 estrelas, a comida vale 10. De entrada pedimos um dos pratos típicos locais que é a morcela com inhame. Eu não sou propriamente fã de morcela mas esta estava deliciosa. De prato provámos os filetes de peixe porco que estavam simplesmente divinais.

 

 

 

 

O último restaurante que experimentámos foi a Casa de Pasto o Amaral, que tem um alpendre engraçado no primeiro andar onde se come peixe fantástico, lapas, assaduras – uma carne óptima – lombos de atum, carapauznnho fritos…

Eu provei o lirio grelhado e fiquei encantada. Para entrada não perder o queijo fresco de São Miguel acompanhado da massa de pimentão local. Uma combinação magnífica.

 

 

 

 

Quanto a spots a não perder, para além dos mais comuns como a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa do Fogo e afins, adorei o Nordeste e recomendo que se o dia estiver bom não deixem de dar uns  mergulhos na Piscina Natural da Boca da Ribeira. Linda e com uma paisagem circundante maravilhosa.

 

 

 

 

Partindo daqui para Sul, sempre à beira da costa, segue- se curva contra curva por uma estrada de sonho com vários miradouros com vistas únicas. Paragem obrigatória no Miradouro da Ponta do Sossego e no Miradouro da Ponta da Madrugada.

 

 

 

 

Outro dos spots que adorei foi o Parque Terra Nostra, um parque na vila de Furnas, com piscinas de água quente, lagos com nenúfares gigantes e jardins de camélias. Encontra-se aqui uma das maiores colecções do mundo de camélias (cerca de 600 variedades diferentes).

 

 

 

 

Apesar de estarmos perto das Furnas no dia em que visitámos este parque, não fomos comer cozido. Eu sou super fã deste prato mas com calor não me convidem. De qualquer forma as dicas que tive é que o melhor sitio para prová-lo é no restaurante do Parque de Campismo das Furnas…. Just saying 🙂

 

 

 

 

Um passeio imperdível é também ao ilhéu de Vila Franca do Campo. Este ilhéu resulta de uma erupção vulcânica e na sua cratera existe hoje uma lagoa onde podemos tomar banho em águas límpidas.

Existem barcos o dia todo de Vila Franca para o ilhéu mas o meu conselho é que vá logo no primeiro, para chegar e o ilhéu estar deserto. Depois pode dar uns mergulhos e voltar no barco das 11 por exemplo. A partir daqui começam a chegar magotes de pessoas e a magia esvai-se.

 

 

 

 

O ilhéu não tem sombra, nem sitio para pôr um chapéu por isso prepare-se com água e pelo menos um boné.

No regresso pare na Fábrica das Queijadas de Vila Franca do Campo, são simplesmente deliciosas.

 

 

 

Em relação a praias, não fui a tantas como gostaria pois ou não ficavam em caminho, ou via no Spot Azores que estava mau tempo e optávamos por aquela que tinha sol. Mas de todas o meu coração ficou rendido à Praia de Santa Bárbara onde tomei os melhores banhos deste Verão. Um areal enorme a lembrar o Guincho, as ondas perfeitas, a água quente. Acho que foi lá umas 3 ou 4 vezes e as saudades que ficaram. Aliás como de toda a ilha 🙂

 

 

 

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Fantástico!
Uma terra mágica! 🙂

Completamente!!!!

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