E por fim… Santorini

E foi quase de lágrimas nos olhos que nos despedimos do nosso querido Naya, o nosso lar na Grécia durante 8 dias. E que oito dias maravilhosos…

 

 

Mas como o que é bom (e o que é mau também) sempre acaba, lá tivemos que nos pôr a caminho de malas nas mãos, desprovidos de qualquer glamour, na grande fila para o ferry que nos levou logo pela manhã de Paros para Santorini.

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Resolvemos comprar os bilhetes para barco mais rápido, o qual afinal acabou por chegar com tal atraso que entre a viagem e o tempo de espera quase chegámos à mesma hora do que se tivessemos apanhado o barco mais lento.

Um calor abrasador, as malas pesadas, lá chegamos ao hotel onde nos esperava a recepcionista com a voz mais estridente da história das recepcionistas. Talvez por isso nem pensámos bem para onde queriamos ir e apenas pensámos em desparecer dali para fora o mais rápido possivel.

Quando demos por nós realmente o destino não tinha sido dos melhores, Kamari Beach, uma praia de pedra (aliás como todas na ilha), com uma “promenade” cheia de restaurantes desinteressantes e com comida média e atendimento sofrível.

 

 

Como já passava das três da tarde e ainda não tinhamos almoçado resolvemos mesmo assim sentarmo-nos na Taverna Alexis para petiscar umas lulas grelhadas e uma salada grega.

 

 

Mal chegou a típica melancia que por aqui é sempre oferta da casa, a assinalar o final da refeição, resolvemos por-nos a andar de Kalamari e ir descobrir então Fira, uma das principais vilas de Santorini.

 

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E agora podem-me esfaquear,  mas não ficámos maravilhados. É bonito sim, as casinhas brancas pela encosta abaixo, os telhados azuis… Aliás a encosta é mesmo a caldeira de um vulcão e isso é giro e diferente. Até lá abaixo pelas ruas estreitas sobe-se e desce-se de burro, há restaurantes e bares com vistas assombrosas, mas também há demasiados turistas, muitas lojas a vender postais e imans para o frigorificos o que nunca dão propriamente glamour a um sítio.

Ainda bebemos um copo no Kastro Café que tem um terraço soberbo sobre a caldeira, mas logo rumámos a Oia, onde há fama de se ver o melhor pôr-do-sol da Europa e um dos mais bonitos do mundo.

Mas a viagem foi mais longa do que pensámos e chegámos lá já quase quase com o sol a pôr-se. Com tempo para uns brindes e para percerbermos que Oia é um sítio lindo de morrer. E realmente única no mundo. E finalmente percebemos porque é que tudo fica maravillhado com Santorini. Uma beleza. Dificil de descrever de tão sui generis que é.

 

Só é pena ter tantos turistas. E preços absurdos. Principalmente se se quiser jantar com vista para o mar e não num tasco numa das ruas detrás.

Acabámos a comer qualquer coisa sem apontamento num restaurante em que nem fixei o nome. Mas via-se o mar e as casas brancas, iluminadas, a descerem pela encosta baixo. Quase uma aldeia Flintstones com traços hippie chic 😉

 

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