Irão: 2 dia- Shiraz

O segundo dia no Irão começa com um voo de 1 hora de Teerão para Shiraz.
Shiraz não é propriamente uma cidade bonita – na minha opinião, quem achar o contrário não precisa de me apedrejar – mas tem sítios muito bonitos.
Como o jardim Bagh e Eram – jardim do paraíso- famoso pela sua alameda de ciprestes altíssimos.
Património Mundial da UNESCO, este jardim tem também um bonito palácio da era Qajar.
Veêm se muitos jovens de escolas em visitas de estudo e alguns pedem para tirar fotos connosco 🙂
Há muitas árvores de toranja- a fruta tradicional de Shiraz, depois de terem banido as uvas que deram o nome à casta homónima- e no ar sente-se o aroma a flor de laranjeira.
Está um dia quente, o sol forte e para almoçar recolhemos nos grandes chapéus de sol de uma das esplanadas da praça da Mesquita Vakil.
Esta pequena praça, para mim é uma das mais bonitas da cidade, com as suas lojinhas de artesanato local e a bonita fachada da Vakil, uma mesquita do século XVIII com um bonito pátio interior e uma sala de oração com 48 colunas.
Porta ao lado da mesquita fica uma das entradas do Bazar local, um emaranhado de ruas cobertas que se estendem por uma área com mais de 200 lojas de tapetes, especiarias, tecidos e artesanato perda.
No meio encontram -se algumas bonitas pracetas com lagos ao meio e lojas a volta.
Há quem respeite a hora da sesta e aproveite a calicula da tarde para descansar um pouco em cima de um tapete.
Aqui ninguém se mete com quem passa, ninguém nos tenta vender nada, limitam se a sorrir quando passamos.
Almoçamos numa da espalandas da praça e provamos duas especialidades locais, os pastéis de carne picada com batata e cebola e o Mirza Ghasemi, uma pasta de beringela, abóbora, alho, tomate e ovos. É bastante condimentado e por cima para cortar poe se um pouco de um molho de iogurte espesso que vem com cominhos e pimenta.
À tarde deambulamos pelo bazar, visitamos a citadela Karim Khan que está bastante destruída.
Voltamos para o hotel já ao final da tarde a tempo só de um banho e de trocar de roupa. O marido da Sahra, a nossa guia, fez 30 anos e fomos convidados para a festa de anos em sua casa.
Chegamos perto das 19.30 e o resto dos convidados – amigos iranianos do casal vão chegando pouco depois. Sarah recebe-nos de cabelo solto, vestido curto de manga cava e maquilhagem. O marido, uma simpatia, é arquitecto e apaixonado por fotografia. Casaram se há 6 meses mas viveram juntos durante 6 anos. Ainda não pensam em ter filhos, querem viajar primeiro, talvez Itália, Indonésia, Japão, países onde seja fácil obterem o visto.
A sala é ampla com uma cozinha aberta, um grande frigorífico “americanos” um balcão grande onde vão dispondo travessas de de frutas, frutos secos, um bolo de anos “red velvet”. Começam por nos servir chá. As amigas iranianas aparecem de tops de alças, lantejoulas, mini saias. Só uma continuará de lenço na cabeça durante todo o serão.
Fumam-se cigarros Marlboro, o volume da música sobe e todos dançam animadamente. Os donos da casa perguntam nos a medo se temos alguma coisa contra bebidas alcoólicas e quando dizemos que não, revelam escondido num armário um bidão de 70 litros de uma bebida caseira arraçada de água ardente. Enchem um jarro e durante o resto da noite todos se Irão servindo a vez da bebida. Uns bebem pura outros misturam com sumo de cereja.
Jantamos arroz com frango, açafrão e gengibre feito pela mãe de Sarah, dançamos. Todos nos sorriem mesmo que alguns falem pouco inglês.
Despedimo nos já a lua vai alta. A festa continuará por mais umas horas… ou até a polícia chegar porque algum vizinho se queixou do barulho  😉
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