Islândia – 1º dia

Nunca estive na lua mas aterrar na Islândia parece me ser o mais parecido com uma chegada a esse planeta. Autêntico solo lunar, planícies perdidas de lava, poucas casas, pouca gente, pouco sol. Muito frio. E estamos no Verão. Mas o clima por aqui não tem complacências, um casaco bem quente e imprescindível, bem como umas boas luvas, um cachecol e um gorro.

 

Começo por confessar não ser grande fã da paisagem “verde e vacas” mas a Islândia está no top dos destinos actuais, com mais de 2 milhões de turistas por ano e a sua beleza anda na boca do mundo.

Isto a juntar ao entusiasmo da minha grupeta de viagem, levou me a meter me numa avião e cá estou eu. E agora toca a descobrir porque é que de há meia dúzia de anos para cá anda tudo a falar desta ilha de vikings, vulcões e glaciares.

Chegamos a Requijavique só com tempo para deixar as malas 3 partir de carrinha alugada para o nosso primeiro destino, a cascata de Gulfoss.

Até lá há planícies de lavanda, outras de lava, algumas de feno, planaltos escuros que nem breu, estradas estreitas de rectas infinitas. Veêm se mais cavalos peludos e ovelhas de pelo liso que pessoas.

Há 390 mil islandeses a viver no país com territorio que tem mais 10 mil quilómetros que Portugal, e aqui se pode ver que espaço não falta.

Chegamos à cascata de Gullfoss, conhecida como a “Cascata de Ouro” , a maior da Islândia, e a sua beleza é realmente impressionante.

 

O frio é muito e o vento não torna as coisas mais fáceis. Tiramos meia dúzia de fotos, fazemos uma pequena paragem na casa de banho onde se paga 1.50 por pessoa e voltamos para o carro.
Volto a repetir que isto por aqui é Verão ….

 

 

 

A poucos quilómetros fica a zona geotérmica onde se encontra o grande Geiser que vale sem duvida uma paragem.

 

 

Este Geiser activo há mais de 800 anos, é o que deu o nome a todos os outros. Os seus jactos de água chegam a atingir os 80 metros de altura. Um espectaculo único que se repete a curtos minutos de intervalo.

 

 

A água está a mais de 100 graus centígrados avisam várias placas não vá um turista mais audaz resolver experimentar tomar um banhinho.

 

 

 

Depois de um almoço rápido sem história, da parte da tarde rumamos ao Parque Natural de Pingvellir, um dos sítios históricos mais importantes do país, ou não fosse aqui que se reunia aquele que reza a história ter sido o primeiro parlamento democrático do mundo, no ano de 930.

 

 

Também era aqui que afogavam as mulheres que tinham cometido adúlterio, infanticidio e “outros crimes graves” . Democracia mas…..

É neste parque que se encontram também as placas tectonicas americana e Euro asiática. Que todos os anos se afastam cerca de 18 milímetros.

 

 

Ao final do dia chegamos a Reiquejavique que pesar de ser uma cidade bem pequenina tem algumas ruas engraçadas com bares, restaurantes, galerias de arte, esplanadas.

 

 

Estamos na altura do ano em que o sol nunca se poê e apesar de já serem quase 9 da noite o dia continua com a mesma luz. Faz confusão confesso, nem imagino o que será viver aqui nos meses e meses em que a escuridão é permanente.

Antes do jantar entramos num bar para uma cerveja Viking. Nas mesas a volta os locais reúnem se para beber uns copos e jogar copos ou jogos de tabuleiro, um hábito muito nacional.

 

 

Para jantar seguimos as indicações de um sevilhano que por cá vive há uns anos, preso pela paixão a uma menina local e vamos até ao uma pequena tasca nas docas onde se come divinalmente. Para aquecer uma sopa de lagosta quentinha e boa e depois umas espetadas de salmao, camarão e bacalhau fresco. Tudo maravilhoso. Num ambiente simples e autêntico.

 

 

Quando chegamos ao apartamento são cerca das 22.30 e continua tanta luz como ao meio dia. Fechamos os estores, pomos umas vendas e deitamo nos assim mesmo. Na Islândia sejamos islandeses 😉

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