Islândia – 2º dia

No segundo dia espera nos uma jornada de mais de 500 km estrada fora, de Reiquejavique até Hofn, uma pequena vila costeira ponto de partida para os vários tours que existem ao glaciar Vatnajokull, o maior da Europa, que ocupa um total 10 por cento do território islandês.
Colossal portanto, mas lá chegaremos.
Primeiro muita estrada pela frente, campos e campos de tomilho lilás, ovelhas, pequenas quintas nos sopés das montanhas, escarpas gigantescas, lava a e mais lava, areia preta até ao mar. A estrada principal, Ring Road, é maioritariamente costeira, mar de um lado e montanhas do outro.

 

 

Primeira paragem Lagoa Azul, a pouco mais de 30 km é o equivalente a Costa da Caparica aqui do burgo. Apesar do ar frio, as águas geotermais são quentes, a paisagem circundante de lava é muito bonita e há cerveja. Os islandeses ( e agora os muitos turistas) passam horas aqui de molho nas águas azuis, quentinhas, a beber grandes copos de cerveja e a esfoliar a pele com as lamas siliacas.
Quando chegamos ainda não são 10 da manhã e já está muita gente, quando saímos é perto das onze e já estão a chegar autocarros de turistas e afins.

 

 

Entre as 10 e as 18 ouvimos dizer que a Blue Lagoon assemelha se às piscinas chinesas, mas se se conseguir fugir às horas de ponta é realmente a não perder.

Próxima paragem – muitos quilómetros a frente- é na cascata Skogafoss um dos postais islandeses. E realmente ao vivo e a cores é muito bonita. Se tiver pernas e tempo suba até ao cimo pela escadaria, a vista lá de cima é maravilhosa.

 

 

Para almoçar paramos em Vik, uma terrinha mínima com uma praia linda com formações basálticas e uma igrejinha de filme no topo do planalto.

 

 

Arrancamos estrada fora, ainda nos falta bastante caminho pela frente e o facto de o sol estar sempre alto confunde nos as horas.

Até Hofn passamos pela lagoa do glaciar que fica mesmo à beira da Ring Road. Um cenário único com paragem reservada para amanha. Com tempo que isto merece.

 

Chegamos a Hofn e somos recebidos por Stephanie, a dona da casa que nos irá albergar, à beira do porto. Os nossos casacões contrastam com a sua t shirt de alças. “Sejam bem vindos, estava a beber uns copos no terraço com uma amiga”, diz nos divertida. Para nós pode estar um frio desgraçado mas para os islandeses esta é uma sexta feira à noite de Verão.
Stephanie avisa nos que não é preciso trancar a porta da entrada. “Hofn é muito pacifico, até demasiado” e lança uma gargalhada.

 

 

 

São horas de jantar e rumamos ao restaurante Pakkhus, que num ambiente de antigo armazém de pesca serve pratos locais com um twist modernaço.

 

Fico me pela sopa de peixe que está divinal mas há quem prove também a cavala fumada e o bacalhau fresco e está tudo muito bom.

 

 

Estamos a 21 de Junho, solstício, dia mais longo do ano. Deitamo- nos por volta da meia noite e em Hofn ainda é dia. Pelo horizonte estendem se nuvens, brumas, o sol, o mar numa paisagem tão única, quão misteriosa.

 

 

 

 

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